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Abuso de alcool: cuidado para não estragar a festa!

Excesso de ingestão encontra-se vinculada aos momentos festivos, como nas festas do período de junho e julho.

Configura-se abuso do álcool quando uma pessoa utiliza álcool em quantidade suficiente para causar problemas, sendo um dos principais fatores que aumentam o número de tragédias nos meses de junho e julho.
Tal fenômeno é exacerbado nessa época do ano, devido ao grande número de festejos, espalhados principalmente nas cidades do Nordeste do Brasil, onde as comemorações são mais intensas.

São muitas as formas que o álcool pode afetar a vida das pessoas, causando prejuízos tanto individuais como sociais com repercussões físicas e psicológicas, como os acidentes de trânsito vinculados ao uso da substância devido a perda do senso crítico cometidos sob sua influência, e patológicas, onde os indivíduos estão vulneráveis a inúmeras situações de estresse orgânico.

A seguir serão enumeradas situações relacionadas ao abuso do álcool:

1. Prejuízo à saúde dos indivíduos abusadores: hipoglicemia, gastrite aguda e ulceração e até mesmo parada respiratória;

2. Aumento os riscos de violência podendo até mesmo resultar em vítimas fatais;

3. O indivíduos que estão sob a influência de bebidas alcoólicas, tem maior risco de sofrer acidentes automobilísticos. Este fato pode ser confirmado através de análises estatísticas, como mostra a pesquisa realizada pelo Instituto de Medicina Legal (IML-DF) onde indica que a maioria dos condutores que perderam a vida em acidentes de trânsito dirigiam seus carros sob efeito de bebidas alcoólicas. Quase dois terços dos condutores que morreram em acidentes de trânsito em 2007 no DF haviam ingerido bebida alcoólica, segundo pesquisa por amostragem feita pelo IML. Outra análise importante, é feita através dos dados pós-lei seca (Lei 11.70), onde podemos constatar que entre junho de 2008 e março de 2009, unidades públicas do Brasil registraram queda de 12,4% nos casos em comparação a igual período anterior;

4. Perda do senso crítico também pode contribuir para o sexo desprotegido. A pessoa tende a não se preocupar com o uso do preservativo quando está sob o efeito do álcool, correndo mais riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs);

5. Impacto público, como, por exemplo, o uso dos impostos pagos pela sociedade para financiar as ações de tratamento e prevenção ao abuso do álcool;

6. Perda de produtividade que essa mesma sociedade sofre por conseqüência dos agravos na saúde.


Estatísticas sobre o álcool

 - A incidência do alcoolismo é maior entre os mais jovens, especialmente na faixa etária dos 18 aos 29 anos, reduzindo com a idade;

 

- De acordo com a última pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) entre estudantes do 1º e 2º graus de dez capitais brasileiras, as bebidas alcoólicas são consumidas por mais de 65% dos entrevistados, estando bem à frente do tabaco. Dentre esses, 50% iniciaram o uso entre os 10 e 12 anos de idade. Então por isso proibirão venda de alcool a menores de 16 anos;

- O alcoolismo acomete de 10% a 12% da população mundial e 11,2% dos brasileiros que vivem nas 107 maiores cidades do país;

 

- A álcool é responsável por cerca de 60% dos acidentes de trânsito e aparece em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas;

- A incidência de alcoolismo é maior entre os homens do que entre as mulheres.

 Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria - Abuso e Dependência do Álcool

 Sinais e sintomas

No estado de intoxicação a pessoa tem instabilidade no andar, alteração da fala (fala arrastada), descoordenação motora, prejuízos na memória e na atenção, estupor ou coma nos casos mais extremos, nistagmo (ficar com olhos oscilando no plano horizontal como se estivesse lendo muito rápido). Normalmente junto a essas alterações neurológicas apresenta-se um comportamento inadequado ou impróprio.

Além de evitar os excessos, os indivíduos que abusam do álcool precisam adotar alguns cuidados para prevenir intoxicações, como se hidratar, intercalando copos de água e sucos com a bebida alcoólica e se alimentar adequadamente.

Conclui-se que o uso do álcool em excesso acarreta transtornos muitas vezes irreparáveis, capazes de colocar em risco a vida das pessoas nos mais variados aspectos, tanto psicológicos e orgânicos, como sociais, sendo por isso o responsável, além de diversas doenças, por grande parte dos atos de violência e dos acidentes dos mais variados, principalmente após a ingestão do mesmo em festas. Devemos assim, atentar para os sinais precoces do seu excesso, sendo cidadãos coerentes com a ocasião, para não estragarmos a nossa festa e a dos outros.

 Fonte: Sociedade Brasileira de Psiquiatria

 

Reportagem do Site: http://www.saomamede.net

 

Por: Leônidas Gomes da Silva (Acadêmico da Faculdade de Medicina de Campina Grande - PB, Monitor das disciplinas de Fisiologia Médica e Biofísica Médica.

Data: 23/06/2009 ás 09:13:22

Fonte: Por: Leônidas Gomes da Silva

 

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